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                                          Letras & Artes & Lazer

                                                                                                           

 " Benfazejo cultivar

  é cultura evolutiva

  tem elegante ativar

  e sabedoria ativa. "

               Agostinho Rodrigues

                 Rio de Janeiro/RJ.

 A arte é cultura.

A arte, constitui-se em uma imensa quantidade e qualidade de preceitos que regulam sua aplicação. É talento, faculdade, habilidade, destreza, entre outros atributos.

A arte nem sempre é pecuniária. Nela falam mais alto o desprendimento da liberdade espiritual, o respeito a natureza, ao amor e principalmente a dedicação pelo que faz ou realiza.

Em todos recantos, a arte se faz presente e assim sendo, o bairro de Irajá com seus principiantes, amadores e profissionais, em toda faixa etária, faz parte deste todo.

Eis alguns de seus representantes:

 

MARÇAL RANGEL FERNANDES 

Tenor de viva expressão da técnica musical. Atuou no final da década de 10 no Teatro Municipal, demonstrando talento e dedicação.

Cego e diabético, faleceu na década de 80.

Residiu na rua Pereira de Araújo nº 37.

Fonte consultada:

* Sr. Álvaro de Andrade e Silva [1992] 

*** 

Luperce Miranda em 1977 aos 73 anos de idade

MENSAGEM POST MORTEM A LUPERCE MIRANDA 

Meus olhos de menino, tão pequenino, não te distinguiram.

Minha mente infantil, vivida ainda em sonhos e fantasias, não capturaram sua imagem de célebre homem das letras e artes.

Tão perto estivemos mas mantivemo-nos separados. Só agora, espiritualmente, flui a aproximação, dando-me a oportunidade de

admirar e conhecer seus feitos.

Agostinho Rodrigues 

Observação:

Foto cortesia do Sr. Edison Bezerra de Miranda [filho].

Vocabulário

1. Bandolim: Espécie de viola com quatro cordas duplas, com tampo de pau abaulado, que se toca com ponteiro ou palheta. 

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 ZULEIKA LUIZ DA SILVA e WILTON LUIZ DA SILVA 

Dois irmãos que se dedicaram ao mundo artístico do teatro e da música.

Residentes na rua Marquês de Queluz até hoje, relembram o passado com muito orgulho. Juntos, Zuleika com nove anos e Wilton com onze, já desempenhavam as citadas artes.

Zuleika foi cantora, inclusive do Programa Infantil do Guri da Rádio Tupi [PRG-3 – 234, 4 metros – 1280 quilociclos], localizada na Av. Venezuela 43 – 5º andar e Rádio Guanabara, Programa Roberto Manes [ PRC-8 – 202, 2 metros – 1360 quilociclos – Edifício Darke].

Ambos brilharam no teatro infantil da Tia Chiquinha, programa de Olavo de Barros, independentemente das atividades individuais que eles desempenhavam como atriz e ator – [1937/1944]. 

Fonte consultada:

* Sra. Zuleika Luiz Silva.

 

DOLORES DURAN 

Foto extraída da Revista do Rádio – 1956

Compositora. expressiva intérprete da música popular, AILEIA SILVA DA ROCHA [ DOLORES DURAN], residiu em Irajá. Foi uma figura constante em rádio, televisão, boates e discos, nos seus oito anos de vida artística.

Começou a compor em 1950. Fez parcerias importantes que resultaram em grandes sucessos, como Carlos Jobim e "Se Eu Tiver", "Pelas Ruas", com José Ribamar.

Entre outras composições de êxito estão: "A Noite do Meu Bem", "Fim do Caso", "Olhe o Tempo Passado", parceria com Edson Borges e "Noite de Paz, com pseudônimo de Dourando.

Deixou cinco [5] Long – Playings.

Em 1958, percorreu a Europa apresentando-se em vários países, inclusive na União Soviética.

Segundo o antigo morador do bairro de Irajá, Sr. Moysés Jordão, Dolores Duran, nasceu no Rio de Janeiro em 1930, falecendo em 1959.

Dolores Duran, residiu a rua João Machado, mudando-se mais tarde, na década de 40 para a rua Lima Drumond em Vaz Lobo. 

Fontes consultadas:

* Sr. Delcy de Queiroz – 1991 [+]

* Sr. Moysés Jordão – 1994

* Revista de Rádio de 1956 – página 25.

* Enciclopédia Delta Universal – 1991

* Biblioteca Popular de Irajá, João do Rio – 1991

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VENTRÍLOQUO ORLANDO 

Foto do Toquinho, ventríloquo Orlando e Serrote. Cortesia do Sr. Moysés Jordão

O ventríloquo na década de 60, foi mais um dos artistas Irajaense que transmitiu com os seus bonecos Tuquinho e Serrote, a alegria da comunidade local e periferias, principalmente as crianças.

Segundo o Sr. Moysés Jordão, antigo morador do bairro de Irajá, o ventríloquo Orlando, residiu na Av. Automóvel Clube, no antigo nº 1808 [Estação de Irajá].

Vocabulário

1. Ventríloquo: Que, ou indivíduo que sabe falar sem mover a boca e modificando de tal maneira a voz, que esta parece provir do ventre.

 

COMPOSITORES

É importante registrar que o bairro de Irajá abrigou compositores carnavalescos e da MPB, entre os quais: Francisco da Silva Ferreira Júnior [Paquito], Arno Canegal, Oscar Bellandi, Djalma Mafra e Veri Lopes.

 

PAQUITO

Jota Efegê – livro "Figuras e Coisas da Música Popular Brasileira"- volume I – Editora Funarte/RJ – 1980, reporta Paquito considerando-o o sambista que glosava os dramas da "Vida Apertada", bem como um dos melhores produtores da música popular.

Jota Efegê está correto na sua colocação: "O Trem Atrasou", samba [1941] , A. Villarinho, E. Silva e Paquito; "Não me digas Adeus", samba [1947], Paquito, L. Soberano e J.C. Silva; "Daqui não Saio", marcha [1950], Paquito e Romeu Gentil; entre outras é prova cabal do desempenho artístico participativo de Paquito.

Segundo o escritor Carlos Alberto Taborda, hoje falecido, podemos citar ainda: "Jacarepaguá", samba [1949], Marinho Pinto, Romeu Gentil e Paquito; "Marcha do Conselho", marcha [1953], Paquito e Romeu Gentil; ‘Era de Madrugada", samba [1956], Paquito e Romeu Gentil e "Boi da Cara Preta", samba [1959], Paquito, Romeu Gentil e José Gomes.

Paquito residiu em Irajá na década de 60 à rua Coronel Leitão, falecendo em 30 de junho de 1974.

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ARNO SENEGAL

Arno Senegal foi um Irajaense que se dedicou a música. Residiu à rua Marquês de Aracati. 

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OSCAR BELLANDI 

Oscar Bellandi – década de 50. Surgiu no prelúdio da bossa nova. Residiu na Av. Monsenhor Félix 850 – casa 14. Pertenceu ao Quarteto Copacabana, constituindo-se num exímio músico [violão].

O escritor e cronista já falecido, Carlos Alberto Taborda, que por muitos anos labutou em Irajá na Secretaria de Fazenda, no seu precioso depoimento junto ao pesquisador em vida, sendo amigo que foi de Oscar Bellandi, disse: "Oscar Bellandi, apesar de ótimo compositor, nunca estudou música, tocando violão de ouvido. Nasceu em Salvador – Bahia, tendo falecido em 1970, época em que me forneceu o presente relatório, quando residia na Estrada do Quitungo , na Vila da Penha.

Bellandi viveu até pouco mais de 50 anos, falecendo vítima de terrível diabetes."

No relatório, consta inúmeras músicas gravadas, e interpretadas por ilustres interpretes, tais como: Dick Farney; Gilberto Alves; Lana Bittencourt; Carlos Henrique, Luiz Cláudio; Dalva Andrade; Fernando Barreto; Elizete Cardoso; Neuza Maria. Darci Rezende, Neila Graça, Maria Lopes, Djalma Ferreira, Angela Maria e Augusto Calheiro.

Foram várias as gravadoras, entre os quais: Continental, Odeon, Victor, Copacabana, Colúmbia, Todamérica, Mocambo e Regency.

Entre as inúmeras composições, cita-se: "Meu Rio de Janeiro, "Ela foi e não voltou, "Era Ela" e "Olhos Tentadores", interpretadas por Dick Farney. "Caixa Postal Zero Zero", interpretadas por Elizete Cardoso e por Neuza Maria. "Rosário do Amargor" e "Presente de Natal ", interpretadas por Angela Maria.

Obs: Segundo Sr. Marco Antonio Belandi, através elogiado e-mail, em 27 de abril de 2001, registra que o seu pai faleceu no ano de 1965 e não no ano de 1970 supra mencionado e que o mesmo foi na época, inventor da pipa bahiana 

Fontes consultadas:

* Sra. Anita Martins

* Escritor Carlos Alberto Taborda

* Sr. Álvaro de Andrade e Silva

* Guia Informativo dos Artistas – Editora Record/SA – 1948.

* Livro "Figuras e Coisas da Música Popular Brasileira"- Volume I – Edição Funarte/RJ – 1980 – Jota Efegê. 

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REGINA CÉLIA 

 

Regina Célia

Foto cortesia do Sr. Moysés Jordão 

Regina Célia foi outra cantora Irajaense que diante de sua beleza pessoal e artística a fez Rainha da P.R.E. Neno na década de 50.

Segundo esclarecimento do Sr. Moysés Jordão, antigo morador do bairro de Irajá, a cantora Regina Célia, residiu na Av. Automóvel Clube, perto da extinta funerária que ficava na Estação de Irajá.

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ARICIPPO RAMOS DOS SANTOS 

Aricippo Ramos dos Santos

Foto do Sr. Aricippo quando diretor da Rádio Mauá em 01/01/1950. Cortesia do seu filho, Sr. Anselmo Rodrigues dos Santos

 Aricippo Ramos dos Santos [PIPO], pai do Acadêmico Anselmo Rodrigues dos Santos, Membro Titular, Fundador Vitalício da Academia Irajaense de Letras e Artes [AILA], começou na Rádio em 1939, ingressando na Rádio Clube do Espírito Santo.

Em 1940 foi para a Rádio Sociedade Fluminense – Niterói. Depois transferiu-se apara a Rádio Clube, mais tarde Emissora Continental, onde exerceu o cargo de locutor, redator, tesoureiro e secretário de direção.

Em 1942 passou para o cinema, indo trabalhar na Cooperativa Cinematográfica e no mesmo ano, voltou para a PRE-6, exercendo o cargo de locutor e gerente comercial.

Ainda em 1942, passou a Rádio Cruzeiro do Sul, sendo auxiliar de contador, narrador técnico e áudio.

Em 1945 integrou o corpo de técnicos da Rádio Nacional, que por motivo de enfermidade, afastou-se do microfone.

Em 1950, ingressou na Rádio Mauá, tornando assim ao éter.

 

Sr. Aricippo Ramos dos Santos

Foto na Rádio Mauá, em 01/01/1950

 

Sr. Aricippo Ramos dos Santos

Foto Rádio Mauá , 1954/55 – Diretor - num momento de atividade executiva 

Além de radialista, "Pipo", como era chamado na intimidade, foi farmacêutico, desenhista, prático – contador, técnico de rádio, acadêmico de direito.

Seu trabalho de vulto foi em 1950 quando organizou e animou com entusiasmo e dedicação com Heber Lobato e Abadio Luiz, a festa da Rádio Mauá no Teatro João Caetano, no festival radiofônico que reuniu os concorrentes ao certame dos melhores do cinema brasileiro de 1950.

Sr. Aricippo Ramos dos Santos, residiu por algum tempo em Irajá, à rua General Queiroz Sião, vindo a falecer em 1960. 

Fonte consultada:

* Sr. Anselmo Rodrigues dos Santos. 

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IVAN DE ALMEIDA 

Ator Ivan de Almeida

Foto cortesia do respectivo ator

Ivan de Almeida, brasileiro, Irajaense, nasceu em 10 de julho de 1938. Ator profissional, possuidor de uma forte bagagem no cinema, televisão e rádio.

Em cinema, participou de aproximadamente de 30 filmes no período de 1970 a 1975, dentre os quais destaca-se: " Lúcio Flávio, o passageiro da agonia", "República dos Assassinos", "Pagú", "O bom burguês", "Prova de fogo", "Ratos da Lei" e "Sombras de julho".

Em televisão, no período de 1971 a 1997, atuou em novelas, destacando-se: "Irmãos Coragem", "Bandeira dois", "Os ossos do Barão", "Tocaia Grande", "Dona Beja", "Carmem", "Pantanal", seriado "Agosto", e "Amor está no ar", famoso personagem de "Theobaldo".

Atuou também em dublagem como em filmes comerciais – trabalhos realizados na TECNOSON.

Na rádio, atuação em reportagens e transmissão de carnaval de rua pela rádio Continental, bem como atuação em novelas, tais como: Rádio Nacional, Rádio Roquete Pinto e Rádio Capital.

 

Ivan continua firme e determinado na sua significativa vocação artística que muito orgulha a comunidade Irajaense.

É também atuante na área política. Já foi candidato a vereador e continua com tais propósitos, por ser um Irajaense preocupado pelo bem estar social, político e familiar de Irajá.

Além de ator, é formado em Comunicação Social [Jornalismo] pela Pontifícia Universidade Católica [PUC].

É torcedor do Clube de Regatas Vasco da Gama, Portela e Boêmios de Irajá.

Com todas atividades até então supra mencionadas, Ivan de Almeida expressa vontade de criar um Centro Cultural de Irajá e junto com amigos, criar uma Associação de Moradores.

Assim sendo, até o presente ano de 2000, Ivan de Almeida vem dando continuidade a sua brilhante participação de verdadeiro profissional na área artística, principalmente no cinema, teatro e televisão.

Fonte consultada:

* Sr. Ivan de Almeida, em 1997. 

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RENATO LARANJEIRA 

Renato Laranjeira sempre trabalhou atrás das câmaras.

Trabalha na TV GLOBO desde a data de sua fundação – 31 anos, envolto com a preocupação com qualidade.

Reside em Irajá há 20 anos.

É professor do Curso de Câmara e Edição, ministradas na Escola Técnica, no Maracanã e a Fundação Progresso, na Lapa.

Renato Laranjeira, dentro do seu melhor estilo de trabalho é Câmara do programa "Domingão do Faustão"- TV Globo, realizado aos domingos.

Fonte consultada:

* Sra. Valéria Pereira Rosa

* Jornal de Bairro [Madureira] – O Globo [1997] 

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JORGE PINHEIRO PAES LEME 

Jorge Pinheiro Paes Leme, nasceu em Irajá, em 13 de dezembro de 1939, à rua Juqueri nº 168.

Foi professor da Escola Municipal José do Patrocínio, contador, coreógrafo, passista, artista plástico, origamista e formado em teatro.

Realizou cerimoniais em show, aniversário e festividade escolar.

Exerceu as funções de mestre cerimonial da Academia Irajaense de Letras e Artes [AILA], do qual foi Acadêmico Titular Fundador Vitalício, Cadeira Nº 13 – Quadro I, patronímica de Eugênio Gudim.

Idealizou e revolucionou com dedicação e desenvoltura, alguns passos da dança de quadrilha junina, bem como realizou trabalhos artísticos, tais como: alegorias carnavalescas, entre outras.

Foi um dos fundadores da Escola de Samba da Tradição do Rio de Janeiro, sambista laureado, onde exercia a vice-presidência de carnaval da exímia Escola.

Jorge Pinheiro Paes Leme, faleceu no dia 16 de julho 1996, aos 57 anos de idade. Foi velado na quadra da Escola e sepultado no dia 17 de julho, às 16 horas, no cemitério de Irajá.

Imortal Acadêmico que em vida, muito contribuiu para o desenvolvimento cultural da comunidade Irajaense e adjacências.

Fonte consultada:

* Boletim Nº 12 da AILA.

* Jornal O GLOBO de 17/7/1996.

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JORGE ALBERTO SOUZA 

Artista Plástico autodidata e romancista.

Nasceu em 12/3/1958.

Começou a pintar aos nove anos de idade, tendo feito curso de oficina de artes [EAM], onde participou de várias amostras de desenhos, exposições coletivas e individuais, sendo atualmente membro do Grupo de Artes da Fundação Rubem Berta.

Foi desenhista de jornais estudantis, tais como: "A Razão", "O Manifesto" e "Big Folha", do Colégio Professor Openraem".

Escreveu a peça teatral "O Padre e a Cigana", livro ainda inédito "A 13a. Viagem" e autor para os Quadrinhos dos Personagens "O Energia"- infantil, "Magricela Metralha"- infanto - juvenil, entre outros.

É Artista Plástico com convicção, com vários quadros pintados a tela, entre os quais do escritor João do Rio, doado e exposto na Biblioteca Popular de Irajá, João do Rio.

É Membro Efetivo, Fundador, Vitalício da Academia Irajaense de Letras e Artes [AILA], Cadeira Nº 03, patronímica de Di Cavalcanti,

Desde a fundação da Academia, vêm exercendo as funções de Tesoureiro.

 Fonte consultada:

* Sr. Jorge Alberto Souza

* AILA

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JOÃO ANDRADE DO AMARAL 

JOÃO ANDRADE DO AMARAL, brasileiro, casado, natural do Estado do Rio de Janeiro.

Técnico Mecânico, Professor do Ensino Industrial formado pelo Centro de Ensino Técnico do ex - Estado da Guanabara [CETEG], hoje aposentado, vem, na medida do possível, mantendo atividades ligadas ao comércio, com eficiência e determinação, na ajuda de um dos seus filhos, dono do estabelecimento xerográfico.

Além desta atividade, de âmbito familiar, João Andrade do Amaral se considera um homem simples, de uma índole exemplar, carismático e católico.

Sempre se dedicou, na suas horas de lazer, a literatura e a música, fatores com que se identifica, pelo dom adquirido e descoberto, por si próprio, tendo como exemplo, concurso de poesia realizado em Três Rios/RJ., patrocinado pela SESC em convênio com a Prefeitura da Cidade, onde obteve o 1º lugar no júri popular com a poesia "Ao Deus Negro", entre outras.

Na música, sagrou-se vencedor do carnaval de 1981, na mesma Cidade, com a letra do samba "Honra a Bastos Leão", com nota dez; no Festival de MPB realizado em 1892, ainda na Cidade de Três Rios, no Clube Entrerriense, sob o patrocínio do Colégio Rui Barbosa e Prefeitura Municipal, obteve também o 1º lugar, com a música "Luta, Amor e Audácia de um Jangadeiro". idem1983, com a música "Reencontro com a vida"; e como sempre, inspirado, obteve ainda o 1º lugar no Festival da MPB, realizado em 1985 na Cidade de Paraíba do Sul, sob o patrocínio do Colégio Técnico Sul Paraibano e Prefeitura da Cidade, realizado no Clube Riachuelo, com a música "Sou o Rio Paraíba do Sul".

Unindo toda esta versatilidade acima registrada, João Andrade do Amaral já possui quatro obras publicadas: "Dos Sonhos à Realidade", "Contrastes", "Os dois lados da vida" e "Em cada canto um conto"- conto.

João Andrade do Amaral, é morador de Vista Alegre e Acadêmico Efetivo da Academia Irajaense de Letras e Artes [AILA], empossado em 22 de junho de 1997, ocupando a Cadeira Nº 18, patronímica artista falecido, Acadêmico da AILA, Jorge Pinheiro Paes Leme.

Por seus elevados conhecimentos e dedicação à Academia, foi eleito por aclamação para o cargo de Presidente para o biênio 1999/2001.

Fonte Consultada:

* Sr. João Andrade do Amaral.

* Alternativo Pleno Saber – Jan/jun/2000. 

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VARLÔ ÔLO DE OLIVEIRA 

Varlô Ôlo de Oliveira , Gaúcho de Tapes - RS, veio para o Rio de Janeiro em 1956. Poeta, trovador, compositor, letrista, redator e editor de estilo clássico, desenvolve um excelente trabalho cultural, inclusive no bairro de Irajá, onde reside há 9 anos.

Para homenagear o primeiro aniversário de sua caçulinha Beatriz, o editor lançou seu jornalzinho literário VÔO CULTURAL, entre amigos e confrades, com tiragem de 50 exemplares e 4 páginas.

Logo viu-se "obrigado" a aumentar esses números, chegando a 10 páginas e 100, 150, 200 exemplares. Do Rio, foi requisitado para outros municípios e estados, chegando ao exterior [Argentina, Cuba, EUA, Uruguai].

Hoje, sua tiragem é de 300 exemplares, mantendo 4 páginas. Apesar de mensário, algumas edições especiais foram feitas dentro de um mesmo mês.

A eficácia do VÔO CULTURAL é tão grande que já recebeu algumas prêmios, como da ABRACE, AILA, FRANCISNEWS e S. C.L.B.

O editor literário do alternativo VÔO CULTURAL publicou "Coroas de Sonetos e Bissonetos Lançadas do Espaço" – 1998 e Trovas de Argonautas" – 1998, "Alternâncias de Fim de Século" e "Devaneios Literários".

É Membro Titular Vitalício da Academia Irajaense de Letras e Artes [AILA], ocupando a Cadeira Nº 16, patronímica de Vinícius de Morais.

Atualmente vem exercendo as funções de Vice - Presidente da AILA – biênio de 1999/2001.

 Fontes consultadas:

* Sr. Varlô Ôlo de Oliveira

* Alternativo Pleno Saber - Jan/jun/2000. 

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TADEU ARANTES 

Poeta e escritor, Nasceu no Estado do Paraná em 12 de janeiro de 1951, residindo em Irajá há 27 anos.

É filiado ao Sindicato dos escritores do Rio de Janeiro e ex- diretor em 4 gestões.

É um dos fundadores do Instituto Latino Americano de Cultura – ILACA, que tem a função propícia de divulgar a cultura entre as Américas.

Escreveu na revista LIR, coluna que praticava trabalhos poéticos, inclusive, de principiantes..

Fonte consultada:

* Sr. Tadeu Arantes 

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GHISLAINE CAVALCANTI BRUZZI VIANA

 

A arte sempre esteve presente na comunidade Irajaense, entre os quais destacamos o balé, através da Irajaense GHISLAINE CAVALCANTI BRUZZI VIANA, nascida no dia 25 de janeiro de 1956, filha da falecida Irajaense Hilda Cavalcanti e do falecido Irajaense Hélio Cavalcanti, na época , moradores da rua Visconde de Maceió.

Segundo sua tia Norma Zangrando Pereira, Ghislaine é uma Irajaense que brilhou em toda América Latina e que fez muito sucesso em grande parte da Europa, levando a beleza e a arte, trabalhando em grandes teatros, cinema e navios de luxo.

 Esteve na Espanha trabalhando em teatro, televisão e cinema.

Trabalhou no Disnay durante dois anos do qual considera ser sua grande escola na carreira profissional.

Ghislaine e formada pela Escola de Dança Clássica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Iniciou em 1965 com término em 1973. Profunda conhecedora e praticante da dança clássica, moderna, espanhola, afro-brasileira, teoria musical, história da dança e ritmoplástica.

No Brasil atuou na Dança da Aldeia, homenagem a Paschoal Carlos Magno [1982]; III Encontro das Academias de Dança Teatro Tereza Rachel[1982]; Rede Globo de Televisão - Teatro Fênix - 1983: Aplauso, Fantástico, A Turma do Pererê [especial infantil], Caso Verdade [Olinda vem Cantar] e Viva o Gordo, entre outros.

Fonte consultada:

* Sra. Chislaine Cavalcanti Bruzzi Viana

* Sra. Norma Zangrando Pereira.

Fotos: Cortesia da Bailarina Chislaine.

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AGOSTINHO RODRIGUES

Agostinho Rodrigues nasceu no Rio de Janeiro aos 19 dias do mês de junho de 1935. Antigüissimo morador do bairro do Irajá. É escritor, poeta, trovador, cronista, contista, teatrólogo, compositor, palestrante, artista plástico, ator amador, ensaísta e historiador. É detentor de premiações, outorgas, títulos e moções [Governamentais e não governamentais].

Fundador da Academia Irajaense de Letras e Artes [AILA] em Irajá/RJ e seu 1º Presidente por 6 anos consecutivos – 1993 a junho de 1999.

É Membro de várias entidades culturais no Brasil e Exterior, entre os quais: Academia de Letras do Estado do Rio de Janeiro [ACLERJ]; Academia Brasileira de Jornalismo [ABJ]; Academia de Letras e Artes de Paranapuã – Ilha do Governador [ALAP] , Sociedade de Cultura Latina do Brasil [SCLB] e International Writers Artists – Bluffton – OH – USA.

Possui vários trabalhos publicados em prosa e versos em jornais, alternativos, revistas e livros feito por editora ou através de confecção artesanal, com alguns já premiados e respectivamente publicados no Brasil e no Exterior.

É detentor do Diploma e Medalha de Mérito Pedro Ernesto, outorgada pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro, em 06/4/1999, proposição do Exmo. Dr. Vereador Aloísio Freitas. 

 

LAZER

 CINEMA TRIUNFO 

Em meados de 1932, foi fundado o cinema Triunfo de propriedade do Sr. Carlos Flack, pai do cinema em Irajá. O cinema apresentava uma característica interessante: era dividido ao meio por uma divisória de madeira que definia a área de espetáculos de 1a. e 2a. classe. Muito antes de ser construído, o Sr. Carlos Flack já realizava exibições pelo sistema primitivo, em sua própria residência, localizada na Vila Sousa.

O cinema Triunfo funcionou no prédio onde hoje está instalado a Agência do Banco Bradesco, fundada em 22 de outubro de 1985.

Fonte consultada:

* Dr. Waldir Gomes da Silva [+] 

CINEMA IRAJÁ

Cinema que por muitos anos atendeu a população local e adjacências exibindo filmes nacionais e estrangeiros que marcaram época, principalmente nas décadas de 40 e 50.

Hoje, no local, funciona Igreja Evangélica.

Fonte consultada:

* Memória. 

CINEMA LAMAR 

De propriedade do Sr. Aureliano Gomes Leal. Cinema popular cujas as películas eram na sua maioria de "bang - bang".

No período de Momo, realizava bailes carnavalescos infantis e adultos.

Fontes consultadas:

* Delcy de Queiros [+]

* Cristóvão Pinto

* Memórias

TEATRO 

Em 1934 a atual marmorearia Irajaense, localizada na Av. Monsenhor Félix, próximo ao 2º portão que dá acesso a XIVa. Região Administrativa, vindo de Vaz Lobo, funcionou um teatro que além de exibir peças teatrais, realizava show com a presença de inúmeros artistas, entre os quais: Carmem Miranda; dupla Preto e Branco, composta de Herivelto Martins e Francisco Senna que com o seu falecimento em 1935, foi substituído por Nilo Chagas; dupla Jararaca e Ratinho; Carlos Galhardo; Augusto Calheiros; Linda Batista; Dyrcinha Batista; Jorge Veiga; Pixinguinha e Luperce Miranda.

Sua duração foi rápida, sendo extinto no mesmo ano de criação.

Segundo a Sra. Elvira do Nascimento, antiga moradora do bairro de Irajá, já falecida, o teatro era formado por sócios contribuintes do bairro. Ele atraia inúmeros adeptos da arte do bairros circunvizinhos, inclusive marinheiros.

Segundo o Irajaense Hugo Salomão, a 1a. peça encenada no teatro de Irajá denominou-se "Severa", uma comédia que contou com a participação dos artistas amadores de Irajá: Zilá, Salomão e Cristóvão Pinto que inclusive atuou no papel de mordomo.

Cristóvão Pinto, hoje com 77 anos de idade e 69 de Irajá, que chegou ver de perto o dirigível alemão Hundemburg na base de pouso em Santa Cruz/RJ., relembra sobre a peça teatral "Severa: "Trabalharam três mulheres e três homens. Foram realizadas aproximadamente quatro peças teatrais, incluindo a comédia Severa".

Segundo a antiga moradora Leonor Garcia Cunha, os seus parentes Aristides Zangrando [violão] e Porcina Helena Zangrando Asterito [cantora], atuaram também no teatro e que a primeira vez Dyrcinha Batista se apresentou, era uma menina, na época com 14 anos de idade.

Fontes consultadas:

* Sr. Cristóvão Pinto

* Sr. Hugo Salomão

* Sra. Elvira do Nascimento [+]

* Sra. Leonor Garcia Cunha

* Guia Informativo dos artistas - edição Ricordi/SP - 1948. 

 

SALÃO VITÓRIA 

Surgiu e funcionou na década de 40, localizado na Av. Monsenhor Félix com a Av. Automóvel Clube, ao lado direito de quem segue para o bairro de Vaz Lobo.

Foi seu proprietário, Sr. Pedro.

Fonte consultadas:

* Sr. Delcy de Queiroz [+]

* Sr. Adolpho Garcia [+]

* Sra. Norma Zangrando Pereira

* Memórias.

DANÚBIO 

De propriedade do Sr. Mendes, o Danúbio hoje, já extinto, apresentou inúmeras atrações artísticas, inclusive bailes com o crooner Orlando Barbosa, possuidor de uma excelente voz, cujo potencial era uma atração à parte.

O Danúbio também proporcionou lazer carnavalesco no período de momo, não só para adultos como também para as crianças.

Hoje funciona uma Igreja Evangélica.

Fontes culturais:

* Sr. Delcy de Queiros [+]

* Sr. Adolpho Garcia [+]

* Memórias

 

CONCLUSÃO FINAL DA PESQUISA 

        Eis o final da primeira pesquisa histórica cultural, de forma ampla, do bairro de Irajá, iniciado em fevereiro de 1991. Foram ao todo 7anos e 11 meses de trabalho e dedicação, com o propósito de resgatar ao máximo, o aspecto educação e cultura do bairro procurando, na medida do possível, mantê-la sempre atualizada.

    Alguns dados não foram conseguidos, mas no seu todo, podemos considerar gratificante, pelo volume do resgate histórico conseguido.

    No passado, talvez por falta de recurso e/ou apoio, poucos Irajaenses se aventuraram a pesquisa, mesmo assim colaboraram em muito para a sua amplitude. Agora, novos interessados tanto governamentais e não governamentais, vem realizando importantes trabalhos, inclusive fotográficos e escolares, o que deixa este pesquisador feliz, por sentir que estava no caminho certo do trabalho proposto, bem como pelo fato de que os continuadores deste empreendimento cultural, irão de forma determinada e soberba, trazer novos fatos que, sem dúvida alguma, enriquecerão ainda mais a história do bairro.

    É necessário observar entretanto, que na pesquisa histórica quando elaborada com carinho e dedicação, não há ampliações de embelezamento e nem sensacionalismo e sim, tão somente, análise voltada à realidade.

    Não existe a expressão erro e sim lapso ou engano. As divergências devem ser simplesmente comprovadas, sem o calor da convicção de vitória.

    Criticar é fácil quando se tem um trabalho já concluído, mas fazei-lo, eis a questão. A crítica quando construtiva é digna de reconhecimento mas, ela tem que vir ao encontro aos propósitos traçados, destituída da vaidade.

    Diante dos fatos supra mencionados, o autor fez por incluir nos seus Boletins Especiais e nos 20 Fascículos [MEU IRAJÁ], uma apresentação, para atender os propósitos da pesquisa. Hei-la: "A tentativa de preservar a memória do passado em função do presente, esta pesquisa histórica cultural sobre o bairro de Irajá, subúrbio do Rio de Janeiro, não tem a mínima presunção de perfeição. Há possibilidades de passíveis enganos e/ou divergências na colocação de pontos abordados mesmo elaborado com todo carinho. Mesmo assim, espera o autor da pesquisa que a mesma venha constituir numa importante avalia a história."

    Para o autor os objetivos foram alcançados e concluídos ao ver o trabalho reconhecido, incentivado e utilizado por Órgãos governamentais e não governamentais.

    Oportuno registrar o agradecimento à todos que direta ou indiretamente colaboraram com a pesquisa, nomes tão amplamente divulgados na fonte de consultas pois, se assim não fosse, dificilmente chegaríamos a uma conclusão e apresentação satisfatória deste trabalho que vem se tornando a cada dia, procura constante de consulta educacional e cultural.

    Na segunda etapa deste longo trabalho de pesquisa, foram feitos fascículos de confecção artesanal, pelo próprio autor da pesquisa, num total de 20, e neles incluídos inúmeros tópicos, à saber: Bondinho de Burro; Bonde Elétrico; Estrada de Ferro Rio D’ Ouro; Trem Elétrico; Ônibus; Origem e Administração; Paróquias, Igrejas, Capelas Católicas; Cemitérios; Saúde; Corpo de Bombeiro; Segurança Pública; Logradouro; Urbanização; Moradia; Escolas Públicas e Particulares; Biblioteca Popular de Irajá, João do Rio; Academia Irajaense de Letras e Artes [AILA]; Carnaval; Irajá Atlético Clube; Rotary Irajá; Clube dos Caçadores; Turismo; Comunicação; Água, Luz e Gás; Tributos; Fontinha; Centro Espíritas, Igrejas Evangélicas; Associações; Fazenda Irajá; Pedreira; Bomba de Gasolina; Utensílios Domésticos; Costumes; Famílias Tradicionais, Engenhos, Agricultura, Comércio e Indústria; Mercado e tópicos Complementares, compreendendo: Canhões, Forte de Campinho, 7a. Divisão de Viação da Prefeitura - 1935, Os Dirigíveis Alemães, USA e o atual A-60, Jornalista Assis Chateaubriand, II Guerra Mundial, Forças Armadas e Esporte Amador.

    Necessário também registrar que no decorrer da elaboração da pesquisa histórica, outros eventos foram realizados e todos voltados para o desenvolvimento do bairro, como por exemplo, a fundação da Academia Irajaense de Letras e Artes [AILA] em 19 de junho de 1993, hoje, reconhecida de Utilidade Pública Municipal - Lei Nº 2596 de 03/12/97 - proposição do médico Vereador Dr. Manoel Aloísio de Freitas; a re-inauguração do Metro em Irajá no dia 10 de setembro de 1998 pelo então Exmo. Governador Dr. Marcelo Alencar e a implantação do Projeto Rio Cidade II Irajá, pelo Exmo. Sr. Prefeito Dr. Luiz Paulo Conde, inclusive inaugurando no dia 29 de setembro de 1998, o estande de atendimento e informações ao projeto, na Praça Nossa Senhora de Apresentação, junto ao P.A.M. de Irajá, tendo como fatores principais, o reordenamento do espaço urbano e no pedestre o centro de suas preocupações. Uma tentativa não só de embelezar, mas sim de humanizar e melhorar as condições de vida e de trabalho dos bairros do Rio de Janeiro, entre outros produtos do projeto - [IPLANRIO/Diretoria de Projetos - Rua Gago Coutinho, 52 - 5º andar - Laranjeiras].

    É claro que dentro da estrutura urbanística de Irajá, é necessário a existência de no mínimo um Hospital altamente qualificado e equipado para todas doenças existentes com emergência e UTI, no atendimento gratuito a população de Irajá e circunvizinhos; Teatro voltado para as letras e as artes em geral, sem distinções, Escolas Profissionalizantes que venham proporcionar aos [as] jovens, emprego imediato e seguro.

    Em segundo plano, criação de Faculdade e o aproveitamento pelo Governo Municipal desta obra, na publicação em livro, com a renda destinada exclusivamente, nas ampliações dos hospitais municipais do bairro, no combate as doenças graves, entre elas: a aids, o câncer e a tuberculose.

                                                                   O Autor

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